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Reajuste de aluguel: saiba como funciona e aprenda a calcular!

Ao buscar um imóvel para alugar, muitas pessoas se preocupam apenas com o preço atual de locação. Mas é sempre importante que a gente pense no reajuste de aluguel anual e, mais ainda, que aprendamos como calculá-lo para o valor não nos pegar de surpresa no futuro. Vamos descobrir mais sobre o assunto?

Nós já sabemos a ordem das coisas em um processo de aluguel: primeiro você procura o melhor bairro, depois busca pelo imóvel ideal nessa região escolhida que esteja dentro do seu perfil de preço e estrutura, parte para as garantias locatícias e, finalmente, assina o contrato.

Mas durante todas essas etapas, muitas vezes os locatários esquecem de uma coisa muito importante: o reajuste de aluguel. Anualmente, o valor que você paga na sua locação é reajustado de acordo com índices como IGP-M e IPCA.

Para saber mais sobre o assunto e aprender a calcular esse reajuste, continue com a gente que vamos explicar os detalhes para que esse aumento não te pegue de surpresa!

Por que existe o reajuste de aluguel?

O reajuste de aluguel é uma medida prevista na Lei do Inquilinato e tem como objetivo fazer a correção anual do valor do aluguel para que este corresponda aos índices de inflação e de mercado atuais.

Como é feito esse reajuste?

O reajuste de aluguel é feito baseado na inflação do país, em índices como IGP-M e IPCA. Essas correções são feitas em aniversários do contrato, ou seja, de ano em ano.

Se você acabou de entrar no imóvel, fique tranquilo, pois ele só acontecerá daqui algum tempo. Antes de aprendermos como fazer o cálculo, vamos entender o que significa cada uma dessas siglas?

O que é o IGP-M

A sigla IGP-M significa “Índice Geral de Preços do Mercado” e mede a inflação de serviços e produtos do mercado, inclusive o aluguel, sendo um dos principais índices levados em consideração nos reajustes.

O IGP-M é calculado mensalmente pelo IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele tem como base a média ponderada de três índices de preços:

  • Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que representa 60% do peso do cálculo final do IGP-M;
  • Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M), que representa 30% do peso do cálculo final do IGP-M;
  • Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), que representa 10% do peso do cálculo final do IGP-M.

O que é o IPCA?

Já o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é medido e divulgado pelo IBGE mensalmente e leva em conta o custo de vida de famílias de 1 a 40 salários mínimos.

Ele é utilizado pelo Banco Central para definir a meta de inflação no país, sendo considerado como métrica oficial da mesma no Brasil. Ou seja: esse índice influencia o preço de todas as coisas que consumimos diariamente na nossa rotina.

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Sabe quando você vai ao supermercado e percebe que o kg do tomate ou do feijão aumentaram de preço? Pois é! Esse valor aumenta ou diminui sempre que há um reajuste de valor do IPCA.

Qual a diferença entre os dois índices?

A principal diferença entre os dois índices é a forma com que ele é calculado. O IGP-M leva em conta as etapas de produção de determinado produto, do início ao final – como, por exemplo, a matéria prima que será usada na fabricação de automóveis.

Já o IPCA calcula o preço final de um produto, depois que todas as etapas já foram finalizadas. Aquele que chega aos comércios e que será pago pelo consumidor no momento da compra. Usando a mesma analogia, o IPCA leva em conta o preço final do carro, não dos materiais que foram necessários para fabricá-lo.

Antigamente as imobiliárias tinham como padrão a utilização do IGP-M em seus reajustes pela sua estabilidade. Mas no ano de 2020 essa história mudou consideravelmente, com o mesmo chegando a alcançar a casa dos 30%.

Com essa alta desenfreada do IGP-M, que veio de encontro com um momento delicado da economia – e também a pandemia – os reajustes de aluguel dos imóveis ficaram impraticáveis para muitos inquilinos, fazendo com que as imobiliárias buscassem uma solução, que foi encontrada no IPCA, índice que se manteve estável dentro da margem esperada pelos especialistas.

O que mudou em 2022 com o IGP-M x IPCA?

Em 2022 o cenário voltou a se normalizar no mundo dos índices de inflação. O IGP-M, pela primeira vez em muito tempo, se manteve menor que o IPCA, como mostra o gráfico abaixo.

Comparativo dos últimos 12 meses IPCA – IGP-M – Fonte: FGV e IBGE

A expectativa dos especialistas é de que agora o IGP-M volte ao normal e não apresente altas tão significativas como no ano de 2022 e 2021.

Como calcular o reajuste do meu aluguel?

Como já foi explicado, para obter o resultado atual da porcentagem do IGP-M, é preciso pegar o valor divulgado pelo FGV naquele mês e somar ao acumulado dos últimos 12 meses. Exemplo:

Considere que o acumulado do último ano é 10%. Se o resultado do IGP-M do mês X for 3,74%, soma-se ao total já calculado até o momento, dando um resultado de 13,74%. Esse é o valor que será usado para o seu reajuste.

Usando esse mesmo exemplo, para um imóvel cujo aluguel é R$1450,00, multiplica-se pelo IGP-M total acumulado até então. Sendo assim: R$1450,00 + 13,74% = R$1649,23 e esse será o valor reajustado do seu contrato.

.Esperamos que tenhamos tirado todas as suas dúvidas sobre reajuste de aluguel! Mas se ficar qualquer outro questionamento, é só nos procurar aqui nos comentários ou nas redes sociais da VPR Imóveis. Estamos sempre disponíveis para tirar as suas dúvidas sobre esse ou qualquer outro assunto do mercado!

Não deixe também de continuar navegando pelo nosso blog. Por aqui, falamos não só sobre o mercado imobiliário mas também te damos várias dicas sobre o dia a dia, arquitetura e mais.

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